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Geral - 20/07/2018 - 10:35:47
TJ estuda encaminhar pessoas em desacordo com a lei para Alcoólicos e Narcóticos Anônimos
Justiça avalia firmar termo de cooperação com as instituições para que autores de delitos recebam tratamento

Otávio Praxedes conduziu reunião no gabinete da Presidência. Otávio Praxedes conduziu reunião no gabinete da Presidência. Foto: Caio Loureiro.
TJ estuda encaminhar pessoas em desacordo com a lei para Alcoólicos e Narcóticos Anônimos

O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) estuda firmar parceria com os Alcoólicos Anônimos (AA) e os Narcóticos Anônimos (NA), para que pessoas que tenham cometido delitos e tenham problemas com uso de álcool ou outras drogas, sejam encaminhados para os referidos grupos de autoajuda.

Nessa quinta-feira (19), o presidente do TJAL, Otávio Leão Praxedes, recebeu representantes das organizações, além de profissionais das áreas de psicologia e psicoterapia, para tratar do assunto. O presidente registrou a importância do tema e o apoio da Presidência ao projeto,  ao autorizar o prosseguimento das tratativas a fim de que seja confeccionado um termo de cooperação técnica.

O juiz Maurílio da Silva Ferraz, da 15ª Vara Cível de Maceió, está articulando o projeto e frisa que a eficácia desse tipo de tratamento é cientificamente comprovada. “Essas instituições seguem protocolos internacionais. As pessoas serão encaminhadas de forma voluntária, e naturalmente começam a se conscientizar de que o uso de álcool e outras drogas estão causando danos a eles, às famílias e a sociedade. A ideia é nós conversarmos com os magistrados e formalizarmos um termo de cooperação técnica”.

O desembargador Alcides Gusmão da Silva, presidente eleito do Tribunal de Justiça, participou da reunião e realçou: “Conheço o trabalho dos Alcoólicos Anônimos e acredito que o projeto é bem-vindo. Desde já quero parabenizar a Presidência pela iniciativa de algo com alcance social”.

Quando o indivíduo começa a frequentar os grupos de autoajuda, a fato se torna um divisor de águas na sua vida, de acordo com a psicóloga Sandra Lessa Campos, com especialidade na área pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Muda completamente  a vida dele dele e de toda a família”, relatou. 

O psicoterapeuta Paulo Campos também participou do encontro e destacou que esse modelo de abordagem e encaminhamento é comumente utilizado em outros países, principalmente nos Estados Unidos da América. Ele citou o pesquisador George Vaillant, ao falar sobre a importância dos grupos de AAs  como um recurso disponível na sociedade, e a eficiência do modelo.

Os representantes do AA Humberto e Waldetrudes agradeceram pela possibilidade de construção de uma rede de cooperação entre o Tribunal de Justiça e os AAs. “Nosso objetivo é ajudar outros alcoólicos a alcançar a sobriedade.  O único requisito para ser membro é o desejo de parar de beber”, disse Waldetrudes.

Participaram também os representantes dos Narcóticos Anônimos José Maria e Renato, os quais igualmente agradeceram,  ao tempo em que colocaram à disposição do Poder Judiciário os grupos de NAs na construção dessa rede.

Compareceram ainda o magistrado José Miranda Santos Neto, coordenador do Centro Judicial de Solução de Conflitos e Cidadania (Cjusc) do Fórum da Capital, e auxiliar no Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Maceió; Cláudia Lopes, coordenadora do Núcleo de Promoção da Filiação (NPF), representando a juíza Ana Florinda Dantas; e Nigel Stewart, chefe de gabinete do desembargador João Luiz Azevedo Lessa.


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