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Mulher - 04/03/2021 - 13:08:16
Roda de conversa no TJAL orienta sobre tipos de violência contra a mulher
Evento, realizado nesta quinta (4), integrou a programação da Semana da Mulher, organizada pelo Poder Judiciário

Juíza Eliana Machado falou sobre combate à violência doméstica, em evento promovido pela Coordenadoria da Mulher do TJAL. Juíza Eliana Machado falou sobre combate à violência doméstica, em evento promovido pela Coordenadoria da Mulher do TJAL. Foto: Itawi Albuquerque

O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) promoveu, nesta quinta-feira (4), uma roda de conversa sobre os tipos de violência contra a mulher. O evento fez parte da programação da Semana da Mulher, organizada pelo Judiciário.

Funcionários terceirizados da empresa Ativa, que atuam no TJAL, assistiram à palestra da juíza Eliana Machado, integrante da Coordenadoria da Mulher do Tribunal. A magistrada falou sobre a importância da conscientização, que deve ser contínua. "Esse é um trabalho que não para. Devemos passar essas informações não apenas para as mulheres, mas para os homens. Temos que trazê-los para a luta, porque essa deve ser uma luta de todos", reforçou. 

A psicóloga Carolina Monteiro, do Juizado da Mulher da Capital, afirmou que os participantes devem atuar como multiplicadores, passando as orientações para o maior número de pessoas possível. Ainda segundo a profissional, muitas mulheres têm dificuldade em reconhecer que sofrem violência de seus companheiros.

"Violência não é só a física. Há outros tipos previstos na Lei Maria da Penha. É importante reconhecer as diferenças e buscar ajuda rapidamente", destacou Carolina, ressaltando que no Juizado, nos últimos anos, tem-se observado um aumento dos casos de violência psicológica. "É um tipo que é mais silencioso, mais difícil de ser reconhecido, mas que deixa muitas marcas". 

Para a assistente social Monique Santos, que também atua no Juizado, a naturalização da violência contra a mulher deve ser rompida. "É importante as vítimas buscarem apoio de familiares e dos órgãos de proteção".

A funcionária Maria Aparecida dos Santos, que trabalha na área de serviços gerais, disse que o evento a tornou mais consciente. Ela afirmou ainda já ter presenciado violência doméstica na família. "É bastante ruim. A violência hoje em dia está de mais. Espero que isso mude".

A secretária-geral do TJAL, Ednilda Lessa, também conversou com as participantes e incentivou a denúncia em casos de violência doméstica. A servidora explicou como funciona a Sala Lilás do Tribunal, inaugurada na gestão do desembargador Otávio Praxedes, sob a coordenação da desembargadora Elisabeth Carvalho.



Presidente Klever Loureiro afirmou que o Judiciário atua de forma empenhada no combate à violência contra as mulheres. Foto: Itawi Albuquerque

Apoio do Judiciário

O presidente do TJAL, Klever Loureiro, abriu o evento e destacou a importância de conscientizar homens e mulheres sobre o problema. "É preciso acabar com essa mente doentia de alguns machistas que se acham donos e proprietários de suas esposas", afirmou o desembargador, ressaltando que o Judiciário está atento à questão.

"Na gestão do meu antecessor, desembargador Tutmés Airan, foi criada a Casa da Mulher Alagoana, que oferece um mínimo de garantia para a mulher ameaçada. Foi uma iniciativa muito relevante", lembrou.

Inaugurada no início de janeiro, a Casa da Mulher Alagoana é um equipamento que reúne Juizado, delegacia especializada, Defensoria Pública, Ministério Público, Patrulha Maria da Penha e outros órgãos da rede de proteção às vítimas de violência doméstica. Funcionando na Praça Sinimbu, no Centro de Maceió, o prédio conta ainda com alojamento temporário, salas de atendimento psicossocial, brinquedoteca e centro de mediação e conciliação.



1) Violência física

É a conduta que ofende a integridade física da mulher. Bater, espancar, atirar objetos, empurrar, sacudir, puxar os cabelos, mutilar e torturar são alguns exemplos dessa prática.

2) Violência Psicológica

É qualquer conduta que cause dano emocional, diminua a autoestima da mulher, perturbe ou prejudique o seu desenvolvimento e vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões. Xingar, humilhar, isolar a mulher dos amigos, impedir que ela saia de casa ou usar os filhos para fazer chantagem são exemplos de violência psicológica.

3) Violência Sexual

Consiste em forçar relações quando a mulher não quer ou quando ela está dormindo ou doente. Forçar a mulher a praticar atos sexuais que não a agradam também se encaixa nessa categoria de violência. Impedir a mulher de prevenir a gravidez, forçá-la a engravidar ou a abortar são outros exemplos.

4) Violência Patrimonial

Ocorre quando alguém controla, retém ou tira o dinheiro da mulher, causa danos de propósito a objetos da vítima, destrói ou retém documentos dela.

5) Violência Moral

Consiste em fazer comentários ofensivos ou humilhar a mulher publicamente; expor a vida íntima do casal para os outros, inclusive nas redes sociais; acusar publicamente a mulher de cometer crimes ou inventar histórias sobre ela com o intuito de diminuí-la perante amigos e parentes.

Todas essas formas de violência doméstica e familiar constam na Lei Maria da Penha.

Diego Silveira - Dicom TJAL
imprensa@tjal.jus.br



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